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REDE GEOMA- Introdução: Os Desafios
da Sustentabilidade
Pesquisas de Desenvolvimento de Métodos, Modelos e Geoinformação para Gestão Ambiental - GEOMA
A Rede Geoma é a primeira Rede de Pesquisas do Ministério de Ciência e Tecnologia que integra 6 unidades de pesquisa deste Ministério, sendo três sediadas na região Norte: Instituto Nacional de pesquisa da Amazônia- INPA/AM, Museu Paraense Emilio Goeldi – MPEG/PA e Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – IDSM/AM e três no Sudeste: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, Instituto de Matemática Pura e Aplicada -IMPA e Laboratório Nacional de Computação Científica - LNCC.
O objetivo desta Rede é desenvolver modelos computacionais capazes de predizer a dinâmica dos sistemas ecológicos e socio-econômicos em diferentes escalas geográficas, dentro do conceito de sustentabilidade; auxiliar a tomada de decisão nos níveis local, regional e nacional, ao fornecer ferramentas de simulação e modelagem e contribuir na formação de recursos humanos nos níveis de mestrado e doutorado. Para desenvolver novas abordagens ao conceito de sustentabilidade que levem a modelos computacionais, a Rede baseia-se em uma perspectiva interdisciplinar, com um grupo de pesquisadores com experiência em informação geográfica, modelagem matemática/computacional, sensoriamento remoto, ecologia, meteorologia, geografia, computação, entre outras. O Geoma está estruturado em sete áreas temáticas:
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Modelagem de Mudanças de Uso e Cobertura da Terra
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Dinâmica Populacional e Ocupação Humana
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Modelagem de Ecossistemas Inundáveis
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Modelagem de Biodiversidade
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Modelos Integrados, Simuladores Ambientais e Bancos de Dados Geográficos
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Física Ambiental
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Modelagem climática
Em 2004, as atividades do GEOMA passaram a contribuir para o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Brasileira, liderado pela Casa Civil. |
Neste início de milênio, o Brasil
enfrenta grandes desafios para administrar seus sistemas ecológicos, econômicos
e sociais. Uma vasta gama de problemas, que vão desde o impacto ambiental
da nova infra-estrutura rodoviária na Amazônia até o impacto dos problemas
ambientais na qualidade de vida de concentrações urbanas, irá requerer
melhorias significativas na capacidade nacional para modelar e simular
cenários de política pública com dimensões espaciais e temporais explícitas.
Devido ás proporções continentais do território brasileiro, sua diversidade
geográfica, e suas disparidades socioeconômicas, a análise do processo
de desenvolvimento do país não é feita de forma integrada e sistêmica.
Até o presente, pouco se conseguiu realizar em termos de avaliações integradas
que combinem fatores econômicos, ecológicos, demográficos e climáticos.
Deste modo, o processo de implementação de políticas públicas no Brasil
ainda está baseado em abordagens estritamente disciplinares, nas quais
cada setor do Governo adota decisões com percepção restrita de seu impacto.
Após a conferência RIO 92, numa tentativa de estabelecer um processo de
decisão gerencial integrada, o governo brasileiro prometeu adotar os princípios
do desenvolvimento sustentável.
Contudo, como este conceito ainda não tem uma
formulação científica sólida, as
consequências práticas desta decisão ainda
são limitadas. Deste modo, muito esforço de pesquisa
será necessário para transformar boas
intenções em hipóteses testáveis e
verificáveis.
A interação entre aspectos naturais e sociais do desenvolvimento humano
vem tendo especial atenção nesta última década por parte da comunidade
científica resultando no desenvolvimento de modelos e programas que tem
por objetivo integrar estes aspectos. Particularmente, ressaltamos o MIT
Integrated Global System Model (IGSM) para o estudo de mudanças do
meio ambiente e econômica (Prinn et al., 1999) e o LUCC (Land Use and
Land Cover Change). Este último como resultado de uma iniciativa do International
Geosphere and Biosphere Program (IGBP) (Turner, Skole et al. 1995).
Além das vantagens dos modelos quantitativos, é
fundamental destacar a centralidade da noção do
espaço geográfico como suporte à
considerações sobre sustentabilidade. Ao contrário
de outros fatores de produção (como capital e trabalho),
os recursos naturais são inflexíveis em termos de
localização. A floresta Amazônica está onde
ela está; os recursos híbricos para nossas cidades
não podem ser transportados. O dilema colocado pelo
desenvolvimento sustentável é que não podemos mais
tratar estes fatores como substituíveis, e mover pessoas e
capital para novas áreas quando os recursos naturais tornam-se
escassos ou exauridos: não há novas fronteiras num mundo
globalizado.
Para enfrentar esses desafios, baseados nos novos níveis de competência
cientíica, um grupo de instituições brasileiras com liderança em pesquisa
e desenvolvimento propôe a Rede Temática de Pesquisa em Modelagem
da Amazônia. O objetivo desta Rede é desenvolver modelos computacionais
capazes de predizer a dinâmica dos sistemas ecológicos e sócio-econômicos
em diferentes escalas geográficas, dentro do conceito de sustentabilidade;
auxiliar a tomada de decisão nos níveis local, regional e nacional, ao
fornecer ferramentas de simulação e modelagem; contribuir na formaçã
de recursos humanos nos níveis de mestrado e doutorado. Para desenvolver
novas abordagens ao conceito de sustentabilidade, que levem a modelos
computacionais, a Rede será baseada em uma forte perspectiva interdisciplinar,
com um time de investigadores com experiência em modelagem matemática/computacional,
economia, informação geogr&aaculte;fica, sensoriamento remoto, ecologia, demografia,
meteorologia, geografia, computação, entre outras.
Em 16
de outubro de 2002 foi assinado o Acordo de Cooperação Técnico-Científica,
entre o MCT e suas Unidades de Pesquisa, criando a Rede Temática
de Pesquisa em Modelagem Ambiental da Amazônia-GEOMA:
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